quinta-feira , 20 setembro 2018
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Ministério Público denuncia 20 pessoas ligadas a uma das maiores organizações criminosas do RS




organização
Dinheiro apreendido

Vinte pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público, através do projeto-piloto da Promotoria Especializada no Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro e Organização Criminosa. Entre os denunciados estão o traficante Jackson Peixoto Rodrigues, conhecido como Nego Jackson, que teria ligações com criminosos no Paraguai e com facções do Rio de Janeiro e seria responsável por pelo menos 20 homicídios. Os outros 19 denunciados são ligados a ele, obedecendo um esquema de cargos e funções definidas dentro da organização. Nego Jackson foi preso no Paraguai e está recolhido à penitenciária de Porto Velho (RO), quatro denunciados estão presos no Estado, uma pessoa está sob monitoramento eletrônico e os demais aguardam em liberdade.

Os crimes, segundo a investigação apurou, foram cometidos entre os anos de 2015 e 2017, em Porto Alegre, região metropolitana e litoral norte do Estado. A organização criminosa atuava no tráfico de drogas, associação para o tráfico, venda ilegal de armas de fogo, lavagem de capital e homicídios.

As denúncias

As denúncias são por organização criminosa, lavagem de dinheiro e utilização de contas de empresas e pessoas naturais para lavagem de capitais.

O Ministério Público pede também, com a condenação, o perdimento dos bens e valores apreendidos e já sequestrados, que somam 11 milhões de reais, entre imóveis, veículos e valores bloqueados em contas bancarias, a serem revertidos ao Estado do Rio Grande do Sul, mais especificamente à Polícia Civil, conforme decreto n.º 53.332º/2016. 
Segundo o promotor Marcelo Tubino, essa organização criminosa é responsável por inúmeros crimes dos mais violentos, por isso “o objetivo desse trabalho conjunto com a Polícia é frear a atividade delituosa com a prisão dos líderes e principais operadores da organização como também indisponibilizar o capital usado pra manutenção do grupo, buscando-se ao final compensar a sociedade gaúcha com os valores confiscados. Temos de sempre pensar em eficiência. No mesmo processo são inarredaveis ações privativas de liberdade e de restrição patrimonial. Temos um contínuo, cansativo, longo mas necessário caminho pela frente”.

Para a promotora Josiene Menezes Paim é importante salientar que este é o resultado de um trabalho conjunto da Delegacia de Repreensão ao Crime de Lavagem de Dinheiro,
do Projeto-Piloto da Promotoria Especializada no Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro e da Promotoria Criminal do Foro Regional do Alto Petrópolis.

Fonte: Ministério Público – RS



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