segunda-feira , 29 abril 2024
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Indústria 4.0: Há muitos desafios para o setor empresarial




Victor Gomes

Que as tecnologias que envolvem a indústria 4.0 são complexas e cada vez mais impositivas, não se tem dúvida. Porém, como saber em que momento ou como aplicá-las em um universo que se movimenta cada vez mais? A resposta, segundo Victor Gomes, gerente do Instituto SENAI de Inovação em Soluções Integradas em Metalmecânica,é o retorno dos gestores à sala de aula. O conselho foi dado para os empresários que participaram do Momento do Empreendedor realizado nesta quinta-feira (21), na sede da ACIST-SL. “Há novos conhecimentos acontecendo na área da inovação, novas atitudes por parte dos usuários e os administradores das empresas, mesmo com diplomas de graduação em diversos níveis, não conseguem acompanhar. Eu mesmo, apesar do doutorado, estou fazendo um curso de Engenharia de Dados”, ressaltou. “Como vamos passar a informação digital nas empresas se não temos a fluência digital para entender e adquirir os processos que precisamos?”.

Gomes questiona quais são os desafios da indústria 4.0 no mundo, no Brasil e nas empresas. Para responder, ele reuniu algumas tendências digitais. A primeira delas é a redução do custo da tecnologia, principalmente quanto aos hardwares e processadores, facilitando a aquisição de novos equipamentos. Novos hábitos e expectativas dos consumidores também incentivam a indústria a desenvolver processos. “O empoderamento do usuário o tornou muito conectado. O maior exemplo é a substituição das máquinas digitais pelos  smartfones”. O sistema de produção, que passou a ser de baixos volumes e grande variedade é outro desafio, pois o controle dos processos e a criação de novos produtos são exigências ainda maiores. “É por isto que o gestor precisa da fluência digital, para que consiga escolher quais tecnologias irá aplicar na sua fábrica”. As novas formas do trabalho e atribuições também impactam na indústria 4.0. Se por um lado várias profissões estão sumindo, outras estão surgindo. “Antes, tínhamos apenas uma profissão na vida, agora, temos muitas e diferentes entre si ao longo de uma vida”.

Na sua opinião como pesquisador, Victor Gomes diz que há alguns desafios que uma empresa precisa vencer antes de investir em inovação e novos tecnologias. A primeira é trabalhar na otimização dos seus processos. Ao apostar na melhoria contínua, utilizando diversos métodos que têm custo muito reduzido, vários gastos de equipamentos e de mão de obra podem ser eliminados. O segundo desafio, após “arrumar a casa”, é apostar na conectividade e sensoriamento. “Há sensores que têm custo mínimo e existem editais que podem ser acessados para este investimento”.

O empreendedor também precisa dar visibilidade à grande quantidade de dados (data science) gerada com a conectividade. “Saber o que é cada coisa e para que serve não é nem trivial e não é simples, mas essencial para a tomada de decisões”. Saber a capacidade preditiva devido à mudança do sistema produtivo e ter flexibilidade e adaptabilidade para investir em equipamentos ou mão de obra também desafiam o empresário.

Fomento – E onde buscar recursos financeiros para desenvolver pesquisas ou adquirir novas tecnologias? Conforme Gomes, há diversas instituições e linhas de financiamento que aportam divisas e ensinam como elaborar um projeto. O Instituto Senai, por exemplo, é uma unidade credenciada da EMBRAPII – Empresa Brasileira de Pesquisa, Inovação Industrial, que disponibilizou R$ 14 milhões para projetos de inovação que podem ser geridos pelo Instituto. “Em dois meses temos condições de aprovar um projeto e isto é uma verdadeira revolução”.

Devido à diversidade da economia no Brasil e no Estado (o RS é o segundo estado com maior diversificação econômica), o Instituto Senai optou por especializar-se em sistemas de sensoriamento.

O Momento do Empreendedor é patrocinado pelas empresas BRSuplly, Imobiliária São Luiz, Sicredi Pioneira e EGP Energy.

Fonte: Imprensa ACIST-SL



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