segunda-feira , 12 novembro 2018
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Mais 377 venezuelanos são transferidos para o Rio Grande do Sul


Imigrantes embarcaram em Boa Vista (RR) com destino às cidades gaúchas de Canoas e Esteio



Foto: Rafael Zart/MDS

Canoas (RS) – O governo federal transferiu, nesta quarta (13) e quinta-feira (14), mais 377 venezuelanos para abrigos em Canoas e Esteio, no Rio Grande do Sul, durante duas etapas do processo de interiorização. As famílias chegaram ao Brasil pela fronteira em Roraima e estavam em abrigos das Nações Unidas em situação de extrema vulnerabilidade. Os imigrantes aceitaram participar da iniciativa criada para conduzir os imigrantes até outras cidades brasileiras.

Uma das famílias que chegaram hoje em Canoas é a de Rower e Yulismar Laffont. Pais de Roysmar, de 4 anos, e da pequena Roisbelys, que nasceu em solo brasileiro há apenas um mês. Segundo o pai, o sentimento de abandonar a pátria é de muita tristeza, mas foi pensando nas meninas que a família precisou partir.

“Eu quero para minhas filhas um futuro diferente do que eu tive, com mais oportunidades e que nunca precisem deixar seu país para sobreviver”, explicou. A esperança agora é retomar a tranquilidade e conseguir um emprego. “Somos muito gratos pela recepção mesmo tendo passado por muitas dificuldades quando chegamos. Agora, vamos em frente”, concluiu.

A chegada dos imigrantes ao município gerou uma corrente de solidariedade tanto de cidadãos comuns quanto de representantes de empresas, de acordo com a secretária de Desenvolvimento Social de Canoas, Luisa Camargo. “Nós começamos a receber muitos telefonemas de pessoas querendo ajudar, e o que chamou a atenção foi a manifestação de alguns empresários oferecendo vagas de trabalho”, declarou ela.

Interiorização – Para cada imigrante acolhido, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) está repassando aos abrigos e prefeituras o equivalente a R$ 400 reais por mês. As etapas de interiorização já abrigaram mais de 1.880 venezuelanos, divididos nos estados de Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal.

O processo de interiorização conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Fonte: MDS



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